Homeopatia Ciência e o M8

O uso de modelos com células ou animais permite a observação de respostas diretas, que eliminam a subjetividade e a especulação em relação ao efeito placebo, principal crítica em relação a estudos com seres humanos

A falta de estudos conclusivos que forneçam informações sobre o funcionamento da homeopatia, levou-nos a testar alguns medicamentos homeopáticos, amplamente utilizados por médicos homeopatas, usando como modelo biológico macrófagos peritoneais de camundongos. Sabe-se que as culturas celulares são particularmente apropriadas como um sistema de triagem inicial na pesquisa farmacêutica, quando são estimados possíveis efeitos moduladores de novos fármacos.

Esse modelo experimental parece ser particularmente útil na avaliação dos efeitos dos tratamentos homeopáticos, devido à grande possibilidade de dados para análise estatística, sem as desvantagens da triagem clínica.

A ativação de macrófagos representa um dos primeiros eventos na resposta inata. Os mecanismos da imunidade inata e adaptativa são, no entanto, interdependentes. Essa intercomunicação também é realizada através de macrófagos, que participam da produção, mobilização, ativação e regulação de todas as células efetoras do sistema imunológico.

Eles interagem reciprocamente com outras células, o que causa a alteração de suas propriedades, para funções imunológicas especializadas. Os macrófagos têm um papel importante na secreção de várias citocinas, além de atuarem como células apresentadoras de antígenos (APCs).

No curso da reação inflamatória, os mecanismos pró-inflamatórios são mais importantes para garantir a eliminação da causa infecciosa, tóxica ou alérgica, sendo muito importante para a homeostase e a integridade do tecido. No entanto, é obrigatório que o processo inflamatório, uma vez induzido, não aumente progressivamente, mas seja regulado e diminuído para permitir a cicatrização.

A ação descontrolada de enzimas proteolíticas e o processamento de mediadores químicos e radicais livres podem agravar a situação em alguns casos. Assim, a inflamação faz parte da complexa resposta biológica dos tecidos do corpo a estímulos prejudiciais e é uma resposta protetora que envolve citocinas, células imunes, vasos sanguíneos e mediadores moleculares.

A função da inflamação é eliminar a causa inicial da lesão celular, limpar células e tecidos necróticos danificados pelo insulto original e iniciar o reparo do tecido. Portanto, a inflamação é uma resposta genérica e é considerada um mecanismo de Imunidade Inata.

Os macrófagos são o grupo mais importante de células fagocíticas de vida longa, compreendendo a linha fagocítica mononuclear, que inclui monócitos sanguíneos, fagócitos residentes em tecidos ou ligados à camada endotelial de capilares sanguíneos e fagócitos perambulantes – pulmonares e peritoneais. Os monócitos permanecem em circulação por cerca de 1-3 dias, de onde migram para os diferentes tecidos, onde se diferenciam e formam uma população residente de macrófagos, com tempo de vida variando entre 2 e 4 meses, com exceções.

Depois de penetrar nos tecidos, eles começam a aumentar de tamanho e seu diâmetro pode aumentar até cinco vezes, chegando a 60 a 80 μm. Além disso, o desenvolvimento de um número extremamente grande de lisossomos no citoplasma, dando a aparência de uma bolsa cheia de grânulos. Nesse estágio, eles se tornam extremamente capazes de combater agentes infecciosos nos tecidos.

Os macrófagos ativados são um pouco maiores que os não ativados, principalmente devido ao aumento do volume citoplasmático. Eles têm atividade metabólica, motilidade e atividade fagocítica rapidamente aumentada, sendo muito mais eficientes na destruição de bactérias, vírus, e outros patógenos.

A ativação de macrófagos representa um dos primeiros eventos na resposta inata. Os mecanismos da imunidade inata e adaptativa são, no entanto, interdependentes. Essa intercomunicação é realizada através de macrófagos, que participam da produção, mobilização, ativação e regulação de todas as células efetoras do sistema imunológico. Os macrófagos podem desempenhar essa função de maneira direta, envolvendo a liberação de produtos como radicais oxigênio e nitrogênio e TNF-α que são prejudiciais aos microorganismos e células cancerígenas.

Ou eles podem ter uma ação indireta nessas atividades pela secreção de citocinas, que sinalizam a outras células, como linfócitos T, ou pelo processamento e apresentação de antígenos, regulando o sistema imunológico e se envolvendo no processo infeccioso, modulando a resposta imune e inflamação.

O TNF-α é uma citocina inflamatória que desempenha um papel fundamental bem estabelecido em alguns modelos de dor, desempenhando papel importante na hiperalgesia inflamatória e neuropática. As citocinas anti-inflamatórias são uma série de moléculas imunorreguladoras que controlam a resposta pró-inflamatória das citocinas.

Essas citocinas ou antagonistas específicos agiriam para interromper o ciclo de hiperexcitabilidade que ocorre nos neurônios sensoriais, fornecendo uma nova abordagem terapêutica não-opióide para o tratamento da dor patológica devido à inflamação ou lesão do nervo periférico.

As prostaglandinas (PGs) são mediadores bem estabelecidos da inflamação. A prostaglandina E2 (PGE2), a principal PG produzido durante a resposta inflamatória, desencadeia hipersensibilidade à dor. Os anti-inflamatórios não esteróides são moléculas analgésicas poderosas que inibem as ciclo-oxigenases (COXs), enzimas-chave das vias biossintéticas da PG.

No entanto, os efeitos benéficos desses medicamentos são contrabalançados por graves efeitos colaterais de longo prazo, como ulcerações gástricas ou disfunções cardiovasculares.

​​ Algumas pessoas reagiram negativamente ao fato de termos juntado a palavra homeopatia à ciência. Então, penso que é interessante refletir sobre o que a ciência realmente significa e o que são crenças. A crença é o estado psicológico em que um indivíduo adota e se apoia em uma proposição ou premissa da verdade ou mesmo em uma opinião ou convicção formada. Nós nos esforçamos para manter as crenças que já temos.

Peirce disse: “Nos apegamos tenazmente, não apenas para acreditar, mas para acreditar exatamente no que já acreditamos”. A stricto sensu, a ciência é um conjunto de conhecimentos produzidos através dos rigores do método científico. A ciência não se considera dona da verdade absoluta e inquestionável. Do racionalismo crítico, todas as suas “verdades” podem ser quebradas com evidências.

A ciência cria modelos e tira conclusões sobre a realidade intrínseca e inerente ao universo natural, usando observações cautelosas da natureza, experimentação e os fatos desses resultados. A ciência é um corpo de conhecimento sistematizado adquirido através da observação, identificação, pesquisa e explicação de certas categorias de fenômenos e fatos e formulado metodicamente e racionalmente.

As mudanças mais recentes e significativas nos paradigmas científicos nos tempos modernos se devem, no entanto, não à física, mas à outra área da ciência natural, a biologia. Parece que, apoiada pelo avanço científico-tecnológico, a biologia será para a ciência do século XXI, o que a física representou para ela no século XX.

Isso porque se percebeu que, através da observação e experimentação – do método científico – era possível não apenas entender o mundo ao nosso redor, mas também impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias e, assim, melhorar a qualidade de vida. Nesse sentido, embora não exista por si só, mas como produção humana, a Ciência é de longe a ferramenta mais indispensável para a manutenção do progresso.

O pensamento dogmático coloca as ideias como superiores ao que é observado. Não importa o quanto se observe fatos que destroem o dogma, uma pessoa com pensamento dogmático preservará seu dogma. Para a Ciência, uma teoria é composta de um conjunto de fatos e ideias, e se você observar fatos que provam a falsidade da ideia, o cientista tem a obrigação de modificar ou reconstruir a teoria. Na Ciência, precisamos manter os olhos abertos, vivendo plenamente e aceitando tudo o que o mundo e as pessoas ao nosso redor podem ensinar.

Com a homeopatia, também fazemos Ciência com qualidade, metodologicamente correta, reproduzível e cuidadosamente avaliada. NÃO trabalhamos com crenças, “acredito que funciona”, “não acredito em homeopatia”, e assim por diante. Crenças são pessoais, crenças nas doutrinas são pessoais. A homeopatia é uma especialidade médica, é como não acreditar em ortopedia, em ginecologia, etc. são especialidades médicas.

A homeopatia é apenas outro tipo de tratamento. Assim como algumas pessoas reagem melhor à dipirona, outras ao paracetamol, outras à homeopatia. Então de mente aberta, limpeza no coração. Seja ou não do seu agrado, com a Homeopatia também se faz boa ciência.

E com toda a tecnologia existente atualmente, com todos os recursos financeiros mobilizados pela indústria farmacêutica, a humanidade continua sem ter medicamentos que atuem diretamente contra vírus. Sejam viroses novas como Covid-19, não tão novas como dengue ou HIV, ou uma simples gripe.

Como as viroses são combatidas com medicamentos que as combatem indiretamente, como os analgésicos e anti-inflamatórios (que bloqueiam a inflamação=defesa) nem sempre são bem-sucedidos. Vemos essa impotência da medicina atual inclusive em viroses simples como as gripes anuais. O médico geralmente prescreve repouso e boa alimentação, pois é necessário que o próprio organismos se defenda.

E o complexo M8 é o resultado de mais de 20 anos e pesquisas, comprovadamente modulando o sistema imunológico, não bloqueando ações, mas modulando as mesmas, diminuindo as dores, diminuindo infecções virais, permitindo que o organismo se regenere, e o melhor, sem efeitos colaterais.

Dorly de Freitas Buchi

Os Republicanos